11 de março de 1826
Rodrigo Fernandes Duarte solicita para a Câmara Municipal a doaçao de um terreno na entao vila do Rio Grande de Sao Pedro, para a construçao de um hospital de caridade.
29 de setembro de 1828
Por meio de decreto, o Governo Imperial despacha a autorizaçao necessária para a construçao da Casa de Caridade, notícia que chega a Vila do Rio Grande apenas em 23 de julho de 1829, através de uma comissao nomeada pela Câmara Municipal. Nesta oportunidade, a comissao nomeada visita as prisoes e estabelecimentos de caridade da Vila e constata que nao havia nenhuma instituiçao de caridade e apenas uma obra inacabada.
Apesar das doaçoes de Rodrigo Fernandes Duarte, a instituiçao nao prosperou, em virtude do governo nao conceder a licença de funcionamento. Após sancionada a licença para a Casa de Misericórdia do Rio Grande, Rodrigo Fernandes Duarte aguarda a chegada dos materiais necessários a obra.
18 de novembro de 1831
Em reuniao de alguns habitantes ilustres da Vila do Rio Grande, discutia-se a criaçao de uma Sociedade de Beneficencia que nao atendesse apenas aos enfermos, mas também órfaos, filhos de pais pobres, presos e mulheres de vida dissoluta, ou seja, toda e qualquer pessoa que precisasse de ajuda, a fim de aperfeiçoar a imagem e a moral pública da Vila.
20 de novembro de 1831
Instalada a Sociedade de Beneficencia, tendo como precursores 75 dos mais distintos cidadaos da Vila (noticiado pelo jornal da Vila do Rio Grande, a 03 de janeiro de 1832).
Início de 1835
Rodrigo Fernandes Duarte propoe uma transformaçao da Sociedade de Beneficencia, para uma Irmandade do Espírito Santo e Caridade (nos moldes já existentes em Portugal), tal transformaçao se dá em 8 de março de 1835, quando foi adquirido um sobrado na antiga Rua do Comércio, atualmente rua Coronel Sampaio.
A Irmandade começa seus trabalhos com 309 irmaos associados, e é eleita a primeira mesa administrativa, que toma posse em 15 de março de 1835.
20 de abril de 1835
Em relatório encaminhado a assembléia Provincial, o Presidente da Província, Antônio Rodrigues Fernandes Braga, relata os problemas da Sociedade de Beneficencia e a sua necessidade a Vila do Rio Grande. Pouco mais de dois meses depois, através de Lei Provincial é concedido, em 27 de junho de 1835, o primeiro auxílio provincial a essa instituiçao de caridade.
2 de maio de 1841
A Irmandade precisava também de normas que a regulasse e, por isso, adota o regimento interno da Misericórdia da Corte, devido as vantagens oferecidas a esse tipo de instituiçao. A Irmandade passa a se chamar Santa Casa de Misericórdia.
1909
Ocorre a Reforma do Compromisso, transmudado para Estatuto, tendo a instituiçao seu nome alterado para Associaçao de Caridade Santa Casa do Rio Grande.
1912
Dr. Augusto Duprat é efetivado no corpo médico do Hospital e a partir de entao começa a desenvolver a idéia de re-equipamento do hospital. Ainda, neste ano, foi criado pela Intendencia Municipal o Imposto de Diversao, no qual açoes de empresas teatrais e associaçoes esportivas viriam a contribuir com as obras da instituiçao.
1919
Criado o Instituto Margarida Pereira, destinado a prestar atendimento de enfermagem domiciliar, devido a, naquela época, existir uma certa resistencia quanto a internaçao hospitalar.
1923
A Santa Casa abre as portas de sua seçao funerária, a todos que solicitassem (antes era destinado apenas a indigentes).
Rodrigo Fernandes Duarte, um homem que viveu a frente de seu tempo e contou com o apoio de outros iluminados espíritos como: Pio Ângelo da Silva, Augusto Duprat, Joao Rasmussen, Euclides Mirao da Silva, Miguel Fernandes Moreira, tornou a década de 1920, um marco no desenvolvimento da instituiçao. Foi uma década de muito progresso no campo material, médico e social, com a formaçao de um núcleo de profissionais conscientes, e com larga visao de sua responsabilidade aliados a instalaçao de equipamentos adequados e uma racional e efetiva aplicaçao da moderna ciencia.
Década de 40
Foi marcada pela inauguraçao do novo Bloco Cirúrgico com acesso através do elevador, inauguraçao do Banco de Sangue e do Hospital Psiquiátrico Vicencia Maria Fontoura.
Década de 60
Ocorreu uma das mais importantes atividades a associaçao com a Fundaçao Cidade do Rio Grande para a formaçao da faculdade de Medicina, inaugurada em março de 1966, sob a direçao do Dr. Miguel Riet Correa (ex-presidente da Santa Casa) e pelo Dr. Lavieira Maino Laurino, como vice-diretor. Foi também inaugurado o Hospital Dr. Pedro Bertoni, destinado ao tratamento de tisiologia, onde hoje encontra-se o Hospital de Cardiologia e Oncologia Pedro Bertoni.
Década de 70
Inaugurado o serviço de Radiologia da Santa Casa, iniciou também as atividades do hospital Madre Batista, destinado ao tratamento de doenças infecto contagiosas. Foram implantados os serviços de oncologia e radioterapia e a unidade de tratamento intensivo cardiológico. Nessa mesma época o Hospital recebeu do governo Federal o terreno fronteiro ao Hospital Geral, para que ali fossem construídas as unidades de maternidade e pediatria.
Década de 80
O Hospital Dr. Pedro Bertoni, foi transformado em hospital geriátrico devido ao avanço do tratamento ambulatorial para tuberculose.
Década de 90
A Santa Casa implanta em 1997 Programas de Residencia Médica nas áreas de Cirurgia Geral, Clínica Médica e Psiquiatria sob a coordenaçao do Dr. Hélio Balaguez. Nesta década foram inaugurados os Serviços de Tomografia Helicoidal e de Tomografia Computadorizada. Assim como a inauguraçao da Lavanderia do Hospital Geral. No fim desta década a instituiçao adquiriu diversos aparelhos e equipamentos. Também foram concluídas obras importantes para as atividades do Hospital Geral como a ampliaçao da Unidade Sao Camilo, Unidade Sao Roque e a inauguraçao das obras do chamado Anel externo onde está instalado o centro Administrativo do Hospital com todos os seus serviços e vários departamentos, reforma da Cozinha, criaçao de novas salas de Nutriçao Enteral e Nutriçao Parenteral. É inaugurado no Hospital Psiquiátrico o Hospital-Dia. A Santa Casa passa a ser reconhecida pelo Ministério da Educaçao como Hospital Auxiliar de Ensino Universitário.
2000-2006
É marcada pela inauguraçao, em setembro de 2002, do Hospital de Cardiologia e Oncologia. A Santa Casa ao entregar esta obra ao Rio Grande tornou possível o acesso de pessoas de poucos recursos a tratamentos que antes eram praticamente impossíveis, pois só eram encontrados na Capital do Estado. Esta obra foi feita com recursos da Santa Casa e com auxílios do Ministério da Saúde, da Refinaria de Petróleo Ipiranga, do ECOSUL Rio Grande e colaboradores diversos. No ano de 2003 no Hospital Geral foram inaugurados e melhorados os seguintes serviços: novas instalaçoes do Serviço de Hemodiálise, do Serviço de Nutriçao e Dietética, de Fisioterapia, do Ambulatório Cirúrgico, de Cintilografia/Medicina Nuclear, de Ressonância Magnética, Serviço de Endoscopia Digestiva (Endocentro) e, obras de adequaçao no Serviço de Raio X. A partir da Portaria Interministerial do Ministério da Educaçao e Ministério da Saúde no 2091, de 19/10/2005, publicada no D.O.U., no 08, de 28/10/2005 a Santa Casa passou a condiçao de Hospital de Ensino.É inaugurado o Auditório do Hospital de Cardiologia que tem por finalidade atender os profissionais da área da saúde que integram os serviços desta Instituiçao através de cursos de preparaçao técnica e palestras. Também nesta época inicia o Programa de Residencia Médica em Cardiologia.